Uma pilha de livros velhos, amarelos e empoeirados? Isso não me parece bom; me parece péssimo! Bem, se isso fosse o que um sebo em realidade é, eu até concordaria… Mas não foi isso que percebi nos últimos tempos, FELIZMENTE!

A realidade é que no meio de uma enorme crise, há leitores que não podem parar de… LER, claro! Então, se faltou dinheiro para os quarenta e tantos reais do livro que você viu numa super livraria perto da sua casa, procure um sebo; ele deve estar do lado, do outro lado, talvez. Vasculhe, procure, espirre um pouco, sim, mas não desista; pode haver algo lá realmente precioso para sua vida.

Há alguns meses, quando eu estava viajando, me deparei com uma feira de livros usados em uma escola de inglês para onde eu havia ido. Aparentemente não havia muita coisa que eu pudesse querer ali de fato, mas os preços estavam realmente TENTADORES, não é exagero. Vi revistas novinhas por R$ 1,00 e livros, não tão novos, mas super utilizáveis, por…  SIM! R$ 2,00; não aguentei, comprei quatro revistas e três livros, que ainda não li, pera, que ainda não li todo.

De modo geral os livros estavam bem conservados, apesar das páginas mais escuras e alguns sinais que foram dados pelo tempo, normal, até para nós, ou inclusive.

Depois de procurar muito, encontrei um livro de Mario Vargas Llosa, Death in the Andes (figura 01); ele parecia ser interessante, e é, simples e com um vocabulário pouco complicado; era o que eu estava procurando, afinal os livros são todos em inglês, inclusive ele.

(Figura 01)

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O outro que comprei foi The Twisted Root, Anne Perry (figura 02); ainda não li, mas me parece, segundo a sinopse, ter uma temática envolvendo crimes e muito mistério; ele é bem grossinho, apesar de ser praticamente um pocket.

(figura 02)

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Plagues and Peoples (figura 03), foi o primeiro que eu havia selecionado, mas o terceiro que eu estou comentando; ele fala sobre os efeitos políticos, demográfico e psicológicos das doenças ao longo da história humana; é muito, muito interessante, MUITO, mas tem uma linguagem mais densa, o que dificultou minha leitura; resolvi parar… um pouco.

(figura 03)

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Quanto às revistas, comprei quatro da National Geographic (figura 04); sempre fui apaixonado por suas reportagens e fotos lindíssimas. Explorar o mundo, suas belezas, culturas e cores… eles fazem isso da melhor maneira, há anos! Ps: não achei a quarta revista…

(figura 04)

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Bem, o que estou querendo dizer, no final de tudo, é que vale muito a pena procurar um sebo antes de gastar rios de dinheiro com livros que, às vezes, nem vamos ler, não? Pode ser que lá não haja lançamentos ou livros novos, cheirando a papel recém-impresso, mas está cheio de conteúdo, histórias fascinantes e muito, muito conhecimento. Assim, antes de entrar sempre nas mesmas livrarias, que tal dar uma oportunidade a um sebo? Ler livros que foram de outras pessoas, além de levar à frente um produto que talvez fosse ficar abandonado, é uma enorme ajuda para o planeta, ENORME, com letras garrafais, cantos de pássaros, águas, ventos e animais. Enfim, dê uma olhadinha no sebo perto da sua casa, ou vá visitar um longe mesmo. Sebos são enormes baús de tesouros, com jóias que você usa por dentro; melhor que ninguém te rouba.

Bem, espero que vocês tenham gostado. Quero ver suas produções publicadas o mais rápido possível e nos mais diferentes lugares, sim?

Se vocês têm alguma sugestão de post, deixem nos comentários.

A távola, sua távola, agradece pela visita… CAVALEIROS (AS)!

Texto escrito por Andrew Gomes

 

Fonte da imagem ícone: Sociedade do Livro

Disponível em: <http://2.bp.blogspot.com/-aP0wTTULy3U/UGB1ZV-HtsI/AAAAAAAAEH0/UJ4L_7oaatg/s320/Sebos-_-Parte-12.jpg&gt;. Acesso em abril/2016

 

 

 

 

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